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domingo, 26 de março de 2017

CONHEÇA: FEUD


A nova jogada de Ryan Murphy na televisão se chama Feud. Em uma tradução aproximada, a palavra em inglês Feud significa rixa. A exemplo de outra produção de Murphy, American Horror History, Feud também terá o formato de antologia, ou seja, cada temporada vai contar uma determinada história independente da outra. Neste primeiro ano, testemunhamos a rixa mais comentada dos anos de ouro em Hollywood. Uma briga de titãs que se arrastou durante anos. Uma disputa de egos que explodiu na telas e fora delas entre as atrizes Bette Davis e Joan Croawford.

A trama de Feud foca no período em que a carreira das divas estavam em baixa (Bette atuava em teatros da Broadway e Joan vivendo das ações que seu finado marido - dono da Pepsi - deixou) e as duas são escaladas para rodar o filme O que terá acontecido com Baby Jane? Neste período já existia uma declarada guerra entre as duas atrizes que explodiu quando as duas rodaram este filme. Mas o diretor Robert Aldrich (Alfred Molina) insistiu que as duas juntas em cena lotariam os cinemas. Mal ele sabia o stress que seria os conturbados bastidores de seu novo filme. Para chamar mais a atenção para a produção, o chefe dos estúdios Warner, Jack Warner (Stanley Tucci), insistiu a guerra entre as divas fosse sabido por todos.  Para isso, naquela época, existia alguém que colocava atores, atrizes e estúdios de cinema em panico: seu nome era Hedda Hopper (Judy Davis) uma colunista que costumava aumentar e não inventar rumores e fofocas e suas matérias repercutiam em toda a impressa. 


Susan Sarandon e Jessica Lange: duelo de titãs.


Feud é realmente impressionante. Alem de ter o toque de midas de Ryan Murphy (criador das deliciosas séries Popularidade, Estética e Glee e da já citada American Horror History) possui no elenco alguma das melhores atrizes da atualidade: a musa de Murphy Jessica Lange como Joan Croawford, Susan Sarandon como Bette Davis e Judi Davis como Hedda Hopper. Juntas, as atrizes abusam da vontade de ser ótimas e recriam quase que com perfeição cenas da clássica produção O que teria acontecido a Baby Jane? Obviamente, quem ganhou com tanta intriga e inimizade entre as duas foram o publico pois uma queria ser melhor que a outra e ambas entregaram atuações maravilhosas. O mesmo pode ser dito das atrizes que as interpretam.


domingo, 19 de março de 2017

PEQUENAS GRANDES MENTIRAS


Impossível não ficar curioso com a mini serie da HBO Big Little Lies. Elenco estelar (Nicole Kidman, Reesse Whisterpoon, Shailene Woodley, Laura Dern, entre outros), escritor de renome (David E. Kelly, de Ally Mcbeal, lembra?) e a qualidade da marca HBO. Acredite quando eu digo que vale a pena ver os 7 episódios deste grande momento da televisão deste ano.

Baseado no best seller escrito por Liane Moriarty, a produção é uma daquelas que tem muitos protagonistas, porem sem desviar o foco para algum. Claro que num primeiro momento, até mesmo por seu nome estar por primeiro na (maravilhosa) abertura, Reese Wisterpoon e sua franca, desbocada e perua Madeline uma mulher incomodada com o fato de seu ex-marido ter um casamento perfeito com a calma e serena Bonnie (Zoe Kravitz). Cheia de personalidade, Madeline é alvo de inveja por várias outras mulheres do balneário de Monterey. Ela é muito amiga de Celeste (a incrível Nicole Kidman) que vive um casamento de aparências com o truculento Perry (Alexander Skarsgard). As duas fazem amizade com a jovem mãe solteira Jane (Shailene Woodley). O cotidiano dessas mulheres se resume a levar os filhos na escola e se reunir para tomar um café. Mas cada uma tem um pequeno segredo que esconde das demais. 

Reese: desbocada e perua na medida certa
Shailene: misteriosa 
Nicole: melhor em cena

Enquanto conhecemos a intimidade de cada uma dessas figuras, uma outra linha narrativa apresenta os personagens secundários dando um depoimento para policia onde certamente ficamos sabendo que uma das personagens matou e outra morreu. É uma versão distorcida daquela que acompanhamos até então. E o mistério aumenta a cada capitulo. Tambem os filhos pequenos de cada uma dessas mulheres que se relacionam de modo na amigável na escola.

Criado para televisão por David E. Kelly, Big Little Lies (HBO, domingo 23h00) é a mais elogiada produção feita para a TV deste ano até o momento. E não engana pela embalagem bonita. As atrizes dão show em cada cena e critica especializada indica ser o melhor trabalho em muito tempo das atrizes Reese Whisterpoon e Nicole Kidman. Mérito do diretor Jean Marc-Vallee de Livre e Clube de Compras de Dallas. Além das já citadas Reese, Nicole e Shailene, o elenco principal ainda conta com Zoe Kravitz e Laura Dern como Renata uma executiva com apetite sexual acima do normal e uma especie de rival declarada de Madeline. 

Apesar de cada personagem e cada atriz brilhar em sua própria história, a mais interessante em cena e que rouba as atenções é Nicole Kidman e sua Celeste. Mãe de gêmeos, Celeste abandonou uma promissora carreira de advogada a pedido do marido ausente. Perry é machista e egoísta que dentro das quatro paredes do casal explode uma fúria e acaba sempre abusando e violentando a esposa (uma das cenas mais chocantes da mini série). 

Uma mini serie imperdível e necessária nestes tempos de empoderamento feminino.

Laura Dern, Nicole, Shailene, Zoe Kravitz e Reese: quinteto espetacular

domingo, 5 de março de 2017

20 ANOS DE BUFFY - A CAÇA VAMPIROS




Em 10 de março de 1997 estreou uma das séries de TV mais influentes dos últimos tempos: Buffy - A Caça Vampiros. Caso clássico da série que engana pelo nome, Buffy se tornou um objeto de culto, um fenômeno que definiu uma geração, uma peça fundamental para a atual era de ouro que atravessa a televisão americana.

Apesar de ter brevemente mostrado o conceito do seriado no fracassado filme homônimo de 1992, Joss Whedon, o criador, conseguiu ter passe livre para levar seu sonho ao mundo com a estreia do seriado em 1997, muito elogiado pela critica. A série reunia uma pegada sombria que reinava na televisão naquela época (graças a fotografia escura de Arquivo X), com filmes de adolescente e o principal: um senso de humor irresistível. Nunca esquecendo de mencionar os maravilhosos diálogos, por mais fraco que fosse o episodio tinha muitas cenas que se salvavam. Em homenagem aos 20 anos da estreia da série, faço uma análise temporada por temporada para tentar explicar ao leitor o por que eu prestigio tanto essa série e, como após tantos anos, ainda continuo assistindo.

TEMPORADA 1: O INICIO



Pobre primeira temporada, sempre levando o titulo de bobinha ou fraquinha. Mas na verdade, qual show já nasce perfeitinho desde o começo sem passar por algumas modificações? A critica já ovacionou Joss Whedon nestes 12 primeiros episódios graças as metáforas que ele e os demais roteiristas utilizaram para mostrar as angustias dos adolescentes. Qual jovem nunca se sentiu invisível ao ser excluída por outros como Marcie em Fora da Mente, Fora da Visão? Ou então encarar o começo do amadurecimento como Buffy em A Garota da Profecia? O primeiro ano nos proporcionou a incrível química entre o quarteto Buffy, Willow, Xander e Giles e as participações hilárias da rainha Cordélia que aparece pouco mas sempre causando. 

MELHOR EPISODIO: A GAROTA DA PROFECIA
PIOR EPISODIO: EU ROBÔ... VOCÊ JANE


TEMPORADA 2: CLÁSSICO ABSOLUTO



A segunda temporada empata facilmente com terceira como a melhor fase do show. Nenhum capitulo ruim, os roteiristas no auge da criatividade e uma grande reviravolta: o mocinho Angel se transformando num sádico e perigoso vilão. A química entre o elenco está mais impressionante do nunca. A amizade até então inabalável do grupo passa por testes quando Cordelia e Xander começam um namoro para tristeza de Willow. Ao mesmo tempo, a garota conhece Oz um monossilábico guitarrista. Um pouco do passado de Giles é descoberto em A Idade das Trevas. E Buffy sofre sua primeira grande decepção quando Angel vira um grande vilão após transar com a garota. 

MELHOR EPISODIO: A PAIXÃO
PIOR EPISODIO; A MÚMIA INCA


TEMPORADA 3: O FENÔMENO NO AUGE




Querida por muitos fãs, a terceira temporada é considerada o auge da série. Continuando a leva de bons episódios, o ano 3 traz a gangue do Scooby encarando o fim do colegial (de modo mais explosivo e épico possível), perdas e inícios de namoros. Tem o surgimento da ardilosa caça vampiros Faith que aprontou muito com Buffy e seus amigos, graças a sua simpatia com o lado sombrio. E a inclusão de alguns personagens que se tornariam fixos nos próximos anos como Anya e Wesley.

MELHOR EPISODIO: REPAROS E O ALCANCE DA VOZ 
PIOR EPISODIO: NENHUM, MAS O MAIS FRACO PODE SER PÃO DE GENGIBRE



TEMPORADA 4: ENCARANDO A VIDA ADULTA



A irregular quarta temporada começa sem Angel e Cordélia que se mudaram para Los Angeles para estrelar a série Angel. É praticamente um recomeço numa série que nunca ficou presa muito tempo num estilo de narrativa. Buffy, Willow e OZ vão para a faculdade e Xander e Giles viram os senhores do ócio. Para um seriado que nunca teve episódios ruins, o quarto ano teve capítulos abaixo da qualidade da série principalmente aqueles envolvendo os vilões da vez A Iniciativa e o novo namorado da heroína, Riley. A certinha Willow impressiona todos ao se envolver num romance lésbico com a tímida Tara. E as participações recorrentes de Spike fazem o personagem crescer dentro da série.

MELHOR EPISODIO: A CALOURA E SILENCIO
PIOR EPISODIO: CERVEJA MÁ, A INICIATIVA, ONDE AS LOUCURAS ACONTECEM


TEMPORADA 5: FIM DE UMA ERA


Buffy sofre duras perdas, entre elas o chato namorado e a mais sentida: a morte de sua mãe. Os personagens encaram as dificuldades da vida adulta e os laços de amizade estão mais fortes do que nunca. Anya ganha as vezes de personagem fixa e toma o lugar do Cordélia no quesito linguá afiada. Spike acaba se tornado o principal personagem masculino. Surge Dawn a irmã de Buffy que foi criada para a heroína proteger a humanidade de uma deusa que quer causar a destruição. Ela é Glória e seu peculiar senso de humor. E também temos o comovente sacrifício de Buffy num dos melhores momentos da série.

MELHOR EPISODIO: ESTE CORPO E O DOM
PIOR EPISODIO: FUI CRIADA PARA TE AMAR


TEMPORADA 6: A COISA MAIS DIFÍCIL NESTE MUNDO É VIVER NELE



A controversa e polemica sexta temporada traz as consequências da ressurreição de Buffy. A personagem volta séria, distante e nitidamente deprimida. Não é para menos, ela estava no paraíso e foi tirada de lá pelos seus amigos. Agora vive num inferno. Ao mesmo tempo que trás momentos polêmicos (Buffy sofre uma tentativa de estupro por Spike, Willow vilã e Xander com medo de se casar) o sexto ano trás o famoso episodio musical, considerado uma dos melhores já produzidos para uma série de TV.

MELHOR EPISODIO: MUITO MAIS, COM SENTIMENTO
PIOR EPISODIO: BARGANHA PARTES 1 E 2


TEMPORADA 7: A ESCOLHIDA


O retorno do colégio Sunnydale parece ter criado uma espécie de retrocesso no enredo da série. Houve capítulos cujo tema já vinham sido explorados anteriormente (Ele apresenta as mulheres da cidade encantadas por um jovem igual o feitiço que Xander usa em Enfeitiçados, Entediados e Confusos e Mesmo tempo, Mesmo Lugar onde o sentimento de culpa de Willow faz ela ficar invisível para os amigos tal qual acontece em Fora da Mente, Fora da Visão). Buffy passa por poucas e boas como treinadora das caça vampiros em potencial. Temos o retorno de Faith e o final sem sentido da série pois na época havia uma esperança de renovação.

MELHOR EPISODIO: CONVERSANDO COM GENTE MORTA E O CONTADOR DE HISTÓRIAS
PIOR EPISODIO: ELE


domingo, 30 de outubro de 2016

20 ANOS DA SÉRIE MILLENNIUM



No ultimo dia 25 de outubro se comemorou os 20 anos da série Millennium, produção ousada que teve um final triste e melancólico, simplesmente por que não foi compreendida pelo publico. Para entender Millennium, é necessário visualizar a situação da época em que a produção foi exibida. Em 1996, Arquivo X já era um fenômeno de audiência e bem recebido pela critica. Estando em sua terceira temporada, a série de Mulder e Scully era o carro chefe do canal Fox americano que deu sinal verde para Chris Carter criar outra série. Com a aproximação da virada do século chegando e as pessoas perdendo sua humanidade aos poucos, era natural que uma série como Millennium fosse criada nesta época. O seriado era muito pessimista e sombrio e, talvez, esse seja o motivo de semana após semanas ter perdido seu publico.

Se você não lembra, Millennium era focado em Frank Black (Lance Heriksen, ótimo) um homem que nasceu com o dom de tocar numa cena de crime e ter visões do assassino. Aposentado, Frank é recrutado pelo grupo Millennium para assessorar a policia em crimes aparentemente sem soluções. A principio, Frank se nega pois está vivendo uma vida tranquila ao lado da mulher Katherine (Megan Gallagher) e sua filha Jordan (Britanny Tiplady) mas o grupo dá um jeito para que o homem use seus dons.


A irregular primeira temporada de Millennium trabalhou de modo normal, aqueles tipos de séries onde se tem episódios auto contidos que se resolvem em um só capitulo. Os episódios de destaque são o piloto e o ultimo da temporada. Insatisfeita com os indicies de audiência, a Fox autorizou mudanças na série foi quando Chris Carter entregou o comando de seu segundo filho, aos veteranos escritores de Arquivo X, Glen Morgan e James Wong que promoveram mudanças significativas como a inclusão de humor negro e o desenvolvimento dos personagens, principalmente Frank. Nesta temporada, existem os melhores episódios da série. Infelizmente, não foi o suficiente para agradar os executivos da Fox que deu um ultimato para a série.

O excelente ator Lance Heriksen


Se você ficou chocado com Game of Thrones não ter medo de matar o personagem principal logo na primeira temporada ou festival de mortes que Shonda Rhimes criou em Grey's Anatomy, imagine numa época onde não estávamos acostumados com decisões drásticas tomadas pelos roteiristas. Foi assim, de modo bruto que vimos o assassinato de Katherine no final do segundo ano de Millennium. Ok, a personagem não rendia o tanto quanto esperado, mas foi uma decisão ousada. Os novos rumos que série tomou na terceira e ultima temporada forçou os roteiristas a descaraterizar a série, fazendo uma mera cópia de Arquivo X quando Frank volta a trabalhar no FBI com direito a uma parceira investigando casos bizarros.

Hoje em dia, poucas pessoas se lembram de Millennium e quando o fazem se prestam a dizer que se tratou de mais uma série fracassada de Chris Carter (ao lado de Harsh Realm e Os Pistoleiros Solitários), mas quem acompanhou a produção, sabe que ela é especial discutindo a crise da humanidade das pessoas.

domingo, 12 de junho de 2016

CONHEÇA: OUTCAST



As forças das trevas estão com tudo mesmo. Produções como Preacher, Damien e um anunciado projeto que se passará no mesmo universo de O Exorcista, colocam em foco a figura mais temida de todas: o demônio. A mais nova produção do escritor Robert Kirkman (de The Walking Dead) trata de possessão demoníaca e como atormenta a vida de um homem chamado Kyle (Patrick Fugit).

Quando criança, Kyle é constante agredido pela mãe até que num ato de desespero, ele acaba se defendendo e batendo nela, nessa hora o menino testemunha um estranho fenômeno e percebe que o comportamento da mãe tem explicação. Esse não é um caso único na vida do Kyle, já que ele presencia outras vezes com pessoas próximas a ele o mesmo acontecimento. De alguma maneira, ele consegue fazer uma especie de exorcismo, afastando o tinhoso das pessoas. Isso tudo acaba afastando Kyle das pessoas o tornando uma pessoa reclusa. O único apoio vem da meia irmã Megan (Wrenn Schmidt) que faz de tudo para agrada-lo. Kyle volta a temer a influencia maligna quando um garoto começa a ter um comportamento anormal. Neste momento, alem de Kyle entra em cena o reverendo Anderson (Philip Glenister de Life on Mars e Ashes to Ashes) um homem com uma fé sem limites decidido a afastar o mal da criança. Anderson e Kyle, apesar de muito diferentes, decidem trabalhar juntos.

Garoto possuído: cenas assustadoras

Com o mesmo clima distópico de The Walking Dead, na nova aventura de Kirkman passa longe de polpar o telespectador de ter alguma esperança e propõe o telespectador a questionar a própria fé. Num mundo cada vez mais cruel, é bem mais fácil acreditar que o diabo ganha forças com pessoas cada vez menos esperançosas. As cenas do garotinho possuído e da mãe do protagonista em flashback são fortes o suficiente para fazer o telespectador a voltar para um segundo episodio. A série é exibida pelo canal Fox1 em simultâneo com os EUA todas as sextas as 0h30 com diversas reprises durante a programação do canal. 


domingo, 22 de maio de 2016

LISTA: 7 SÉRIES QUE PERDERAM SEU ATOR PRINCIPAL


Para quem vê as atrizes e atores de séries desfilando lindos e glamourosos pelos tapetes vermelhos da vida, não faz ideia de como é exaustivo ser o personagem principal de uma série de TV. Uma rotina extensa de gravações que se estende por 12 a 13 horas por dia, 6 dias por semana madrugas a dentro. Chega uma hora que cansa. A explicação é que o artista que ir atrás de novas oportunidades, mas nem sempre da certo como é o clássico caso do ator David Caruso que saiu de Nova York Contra o Crime no auge do seriado e não teve sorte no cinema retornando a telinha na franquia CSI. Abaixo outros exemplos de atores que abondaram seu show no auge e deixou milhões de fãs tristes.


ARQUIVO X


Lembro de entrevistas na época  o quanto David Duchovny reclamava da série Arquivo X ser rodada em Vancouver no Canadá bem distante de onde morava na época, Los Angeles. Atendendo ao pedido dos astros, a Fox autorizou a mudança dos locais de filmagens para Hollywood mas no final da sétima temporada David anunciou sua retirada do elenco. Para os fãs foi um baque, mas á quem diz que o grande suporte do show sempre fora Gillian Anderson, nitidamente melhor atriz o que foi comprovado em vários episódios. Quando Duchony saiu, o papel de Scully também foi diminuindo para Gillian descansar e não abandonar o show, então, foi providenciada a inclusão de novos co-protagonistas os agentes Dogett e Reyes bem como uma participação maior dos coadjuvantes como Canceroso e Skinner deu um novo gás para o programa.



BARRADOS NO BAILE


Barrados no Baile era o hit dos anos 1990 quando, no inicio do quinto ano, os produtores tiveram que anunciar a saída de Shannen Doherty. A estrela estava arruinando com prazos chegando atrasada e arranjando briga nos bastidores com os outros atores. Apesar de muitos fãs chiarem, a série durou até o décimo ano mas não sem perder o outro astro principal, Jason Priestley que saiu no oitavo ano para se dedicar a outros projetos.



CHARMED (JOVENS BRUXAS)



As três primeiras temporadas de drama sobrenatural fantasia do WB (atualmente sendo exibida pelo canal a cabo Sy Fy) era focada nos três irmãs Halliwell, Prue (Shannen Doherty), Piper (Holly Marie Combs) e Phoebe (Alyssa Milano). Shannen (novamente ela) deixou o show após a terceira temporada graças a confusões que arranjou nos bastidores, com sua personagem sendo morta no final da temporada.

Sua meia-irmã há muito tempo perdida, Paige Matthews (Rose McGowan), tomou seu lugar dentro do poderes de três a partir da temporada 4 em diante. Sua personagem provou ser popular com o público, ajudando o show a continuar por um total de mais cinco temporadas. A série foi concluída após o fim da 8ª temporada.


DOIS HOMENS E MEIO


Uma das mais infames sitcons da TV americana perdeu o astro Charlie Sheen após este brigar publicamente com o criador da série Chuck Lorre, mas Lorre tinha toda a razão pois a complicada vida pessoal de Sheen estava interferindo nas filmagens da série que na época era a comedia mais bem assistida na CBS. O cardápio de confusões do ator incluía uma reabilitação por uso de drogas. O criador da série ainda teve mais confusão quando o ator Angus T. Jones revelou para impressa que não gostava de fazer a série por achar seu roteiro uma má influencia. O personagem de Charlie Sheen foi morto e substituído pelo ator Ashton Kutcher e, com tantos problemas de bastidores o programa durou 12 temporadas. 


LANCES DA VIDA (ONE THREE HILL)


Quando o drama da CW estreou em sua rede original, a WB, em 2003, sua premissa estava centrada em dois meio-irmãos rivais, Lucas Scott (Chad Michael Murray) e Nathan Scott (James Lafferty), que competem por uma posição no time de basquete de sua escola, bem como a atenção de vários interesses amorosos, incluindo Peyton Saywer (interpretada por Hilarie Burton).

Em 2009, foi anunciado que ambos Murray e Burton deixariam série no final da temporada 6. A partida chocou muito dos fãs da série pois, além de serem dois dos cinco protagonistas principais, Lucas e Peyton forneciam uma das histórias de amor centrais do show. Para preencher o vazio, os produtores incluíram vários novos personagens. Austin Nichols, que interpretou a ex de Peyton Julian Baker, foi promovido ao status regular na série. Lances da Vida foi ao ar por três temporadas sem Burton e Murray, com este último a fazer uma breve aparição na temporada nove e na última.


SPIN CITY (LIMPANDO A BARRA)



O seriado da ABC estava em sua quarta temporada quando o astro Michael J. Fox anunciou que estava deixando o show  devido à sua batalha com a doença de Parkinson. Ao mesmo tempo, o co-criador e produtor executivo Bill Lawrence também deixou o show  juntamente com alguns membros do elenco e outros produtores e escritores.

Os produtores que ficaram decidiram continuar a série com uma nova atração, trazendo Charlie Sheen para interpretar o novo vice-prefeito de Nova York. A produção do show foi transferida de Nova York para Los Angeles. A série teve uma queda na qualidade mas evitou cancelamento por uma temporada. Ele acabou por ser cancelada após o sexto ano.


THE OFFICE



Com as ofertas de trabalhos pulando em seu colo, coube a Steve Carrell a dura decisão de deixar o elenco de The Office onde ele fazia o chefe sem noção do escritório Michael. Pelo menos, a saída do ator da série não foi de modo bruto e um episodio emocionante foi exibido para dar adeus ao ator e ao personagem. Alguns fãs e críticos consideram o fim da série também, pois ela não foi mais tão engraçada. Particularmente, eu acompanhei até o fim do seriado na nova temporada e consegui me divertir mesmo sem a presença do centralizador Michael. 


 

sábado, 21 de maio de 2016

CONHEÇA: O FIM DA INFANCIA


O clássico livro do escritor inglês Arthur C. Clarke inspirou várias produções com temas de invasões alienígenas como Independece Day e V - A Batalha Final. Alguns críticos consideram essas produções como cópia descarada de O Fim da Infância e, ao assistir a mini serie em 3 capítulos pode-se perceber muito bem isso.

É um dia qualquer em varias partes do mundo até que aeronaves pousam em território causando panico na população mundial. Mas o que deixa o povo mais espantado é que os mortos voltam a vida e eles trazem um recado dizendo da invasão de seres extraterrestres chamados Overlords que querem ajudar o planeta Terra. Eles realmente fazem isso acabando com guerras e conflitos. Mas tudo tem seu preço e os humanos pagam perdendo toda a sua identidade. 


Pessoas comuns são envolvidas no conflito alienígena

O representante dos Overlords chama-se Karellen e é a figura sinistra da foto que ilustra a capa deste post, sua  aparência demoníaca levanta a desconfiança de alguns. Karellen usa como porta voz o fazendeiro Rick (Mike Vogel) que, com seu jeito de cara normal, acaba convencendo a todos das boas intenções aliens. Mas a aqueles que não dão o braço a torcer como é o caso do jovem cientista Milo (Osy Ikhele) e da terapeuta Peretta (Yael Stone). E outros caem de cabeça na trama como é o caso da família do designer Jake (Asheley Juckerman) pois sua mulher  e filho acabam tendo visões e pesadelos relacionados com os alienígenas. 

Rodada na Austrália, a mini serie anteriormente programada com 6 capítulos foi exibida com 3 capítulos de uma hora e meia e conseguiu resolver e desenvolver a personalidade e conflito da cada personagem sendo bastante fiel com o livro, apenas atualizando algumas situações. Publicado em 1953, O Fim da Infância está mais atual do que nunca. Se no livro o pano de fundo era a Guerra Fria, hoje os grandes inimigos são terroristas e a própria paz interior de cada individuo.    


Invasão no Rio de Janeiro: claro que foi numa favela.


domingo, 15 de maio de 2016

GRANDES DUBLAGENS


GALÁCTICA - ASTRONAVE DE COMBATE
ESTÚDIO: AUDIOCORP
DIREÇÃO DE DUBLAGEM: PAULO VIGNOLO



Diferente do que grandes empresas como Warner, HBO e vários canais por assinatura pensam ultimamente, uma boa dublagem pode trazer mais fãs para uma produção do que se imagina. Alem de ser responsável por dar uma cara local a uma produção, a dublagem pode ajudar a pessoas cegas, por exemplo, a acompanhar um seriado. Imagine como se sente uma pessoa com deficiência visual que acompanhou as séries Game of Thrones e outras da HBO durante anos e agora teve sua dublagem completamente alterada.  Particularmente, eu comecei a acompanhar Galáctica após o final da série e na sua versão dublada. Alias, magnificamente dublada no Rio de Janeiro. Em seu elenco, grandes profissionais como Roberto Macedo, que hoje está aposentado e Juraciara Diacovo brilhando com uma personagem complexa e densa. Um elenco de feras que se deu ao luxo de ter profissionais como Marisa Leal e Andrea Murucci em papéis menores. Conheça os dubladores da série Galáctica - Astronave de Combate.

AtorPersonagemDublador
Edward James OlmosWillian AdamaRoberto Macedo
Mary McDonnellLaura RoslinJuraciára Diácovo
Katee SackhoffKara "Starbuck" ThracePriscila Amorim
Jamie BamberLee "Apollo" Adama Leonardo Martins
James CallisGaius Baltar Eduardo Dascar
Tricia Helfer Número Seis Mabel Cezar
Grace Park Sharon "Boomer" Valerii Iara Riça
Aaron Douglas           Galen Tyrol Marcelo Sandryni
Alessandro JulianiTenente Felix Gaeta Mário Tupinambá
Kandyse McClureAnastasia "Dee" DuallaChristiane Louise
Michael HoganSaul TighJúlio Chaves
Tahmoh PenikettTenente Helo KarlJorge Lucas
Michael Trucco Samuel Anders Ricardo Schnetzer/ Marco Antonio Costa
Dean StockwellIrmão Cavil Ricardo Vooght
Kate VernonEllen TighMariângela Cantú
Leah CairnsRacetrackAndrea Murucci
Lorena Gale EloshaMaria da Penha
Luciana CarroKatMarisa Leal
Lucy LawlessD'anna BiersMelise Maia
Nicki ClyneCallyAna Lúcia Menezes
Bodie OlmosBrendan "Hotdog" ConstanzaPhilippe Maia
Callum Keith RennieLeoben ConoyÀdel Mercadante
Donnelly RhodesDr. CottleCarlos Seidl

OS 20 ANOS DE O REINO DO AMANHÃ

Uma das historias em quadrinhos mais impactantes de todos os tempos completa 20 anos de sua publicação original. O Reino do Amanhã (Kingdon Come, no original) foi uma mini serie em 4 capítulos que é uma verdadeira ode aos gibis de super heróis e é uma combinação perfeita entre roteiro e arte.



Na historia, estamos num futuro onde heróis como Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Arqueiro Verde ou se aposentaram ou comandam outros heróis das sombras. Filhos, netos e uma nova geração de seres super poderosos estão protegendo os cidadãos a sua maneira: com muita violência e sem se importar muito com o próximo. O cenário está cada vez mais caótico e a Mulher Maravilha decide ir atrás de Superman para juntos colocar ordem no caos. Ele fica relutante graças aos traumáticos eventos que o fizeram se retirar. Com a situação fora de controle, ele decide voltar e formar uma nova Liga da Justiça que terá um desafio duplo, prender os vilões e reeducar os novos heróis. Mas Superman, a principio não conta com a ajuda de Batman que sempre esperto está de olhos nas armações de Lex Luthor que está controlando mentalmente ninguém menos que Capitão Marvel (hoje chamado de Shazam) que, sendo o mortal mais poderoso vivo, vai bater de frente com o Superman. Tudo é acompanhado pelo pastor Norman McCay que é escolhido por Espectro para desempenhar uma função importante dentro desse conflito.

Superman: o grande astro de O Reino do Amanhã

Capitão Marvel: o inimigo a altura do Superman

Escrito por Mark Waid e belamente ilustrado por Alex Ross (também co-autor da ideia), O Reino do Amanhã disfarçadamente é uma critica ao cenário dos gibis de super heróis dos anos 1990 e seus roteiros fracos e historias violentas e superficiais, um estilo criado pela Image Comics e que foi seguido pela Marvel e DC pois esse tipo de historia vendia mais. Se, superficialmente existia a critica para os quadrinhos da época, escancaradamente O Reino do Amanhã é uma homenagem as chamadas Eras de Ouro e Prata dos gibis  onde grandes escritores e desenhistas proporcionaram momentos de pura diversão e fantasia aos leitores. Cada personagem ganhou um momento seu para brilhar mas a concentração foi em cima da trindade Superman, Mulher Maravilha e Batman. A arte de Alex Ross é uma obra de arte a cada quadrinho, cada pagina, a impressão é todos os quadros foram pintados com muito amor. A técnica de pintura de Ross é curiosa. Para fazer seu estilo chamado hiper realista, o artista pede para amigos e familiares pousarem para ele que registra e faz as artes a partir das fotos.O personagem que nos conduz a historia de O Reino do Amanhã, Norman McCay é o pai de Ross, Clark Norman. A Cada avanço da historia ele observa os fatos cada vez mais incrédulo e passivo e, junto do Espectro, faz um passeio entre o universo de super heróis da DC Comics. 

Batalha entre Superman e Capitão Marvel: o clímax da historia

Mulher Maravilha e as pazes entre Superman e Batman

O grande final, que arrepia até hoje, é o embate entre Superman e um controlado Capitão Marvel e o sacrifício que cada um dos personagens faz para salvar o mundo do caos. O Reino do Amanhã é uma leitura obrigatória para todos os fãs de gibis, gostando ou não dos personagens da DC Comics. Pois, além de ser uma homenagem as historias em quadrinhos, é uma historia muito bem escrita. 

O maior dos heróis na deslumbrante arte de Alex Ross



domingo, 17 de abril de 2016

ESTRELAS DOS ANOS 1980 E 1990 RETORNAM EM NOVA SÉRIE



Muitos se lembram de Molly Ringwald como a rainha das comedias adolescentes dos anos 1980 como Gatinhas e Gatões, A Garota de Rosa Shocking e do clássico O Clube dos Cinco. Assim como o papel de Brandon marcou a carreira de Jason Priestley através da série Barrados no Baile. Agora os dois atores se unirão na nova série Raising Expectations. Produção de um canal canadense, a primeira temporada da atração contará com 26 episódios produzidos e mostrará a rotina de um casal invejado por todos na cidade onde vivem, mas cujo os cinco filhos são bem diferentes dos pais, não querendo nada com a vida.

A agenda de Priestley  deve estar apertada pois o ator também filmou outro seriado chamado Private Eyes, uma produção policial também no Canadá. A ultima grande produção estrelada por Molly foi A Vida Secreta de uma Adolescente Americana que revelou ao mundo a talentosa Shailene Woodley de A Série Divergente.  Já Jason vinha fazendo varias participações após o final da série Call Me Fritz que foi exibido no Brasil no canal Sony.


Molly e Jason no auge da carreira: continuam ativos


domingo, 13 de março de 2016

NOTA 0 E NOTA 10

Para o SBT que continua apostando em novelas mexicanas inéditas como Meu Coração é Teu e Abismo de Paixão e, segundo o diretor de programação Murilo Fraga um terceiro horário de inéditas pode ser considerado em breve. Apesar dos títulos estranhos, as tramas mexicanas continuam interessantes de acompanhar, apesar de não terem nenhum compromisso com a realidade vivida pelo povo mexicano. 

 10

0



Para o grupo Warner que anda pirando cada vez mais. Durante anos as produções do estúdio ganharam dublagens super competentes nos estúdios do Rio de Janeiro como Herbert Richers, Delart, Wan Marcher e Cinevideo. Mas de uns tempos pra cá, ao terceirizar esse setor através do famigerado Grupo Macias, algumas produções da Warner estão sendo dubladas em São Paulo e ganhando versões dubladas bem sofríveis como é o caso das séries Friends, Blindspot, Supergirl e Gothan. A mais recente besteira cometida foi a troca de estúdio (e estado!!!) de dublagem da série da HBO Girls levantando entre os fãs o destino que vai ganhar as versões brasileiras de Game of Thrones, Veep e Silicon Valley  nas novas temporadas desses seriados que estreiam em abril.

NOTICIAS DE LEI E ORDEM: UNIDADE DE VITIMAS ESPECIAIS

Os membros originais do esquadrão de elite Unidade de Vitimas Especiais se reencontraram, mas não do jeito que os fãs queriam. Mariska Hargitay e Christopher Meloni publicaram uma foto juntos onde podemos ver que o entrosamento entre os dois atores ia bem alem da parceria na telinha.

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Meloni interpretou o detetive Stabler durante 12 anos e não renovou seu contrato para decima terceira temporada que, a partir de então, passou a ser protagonizada por Mariska. A poucos dias foi anunciado a renovação da série para o 18º ano e também foi noticiado que o showrunner da série (a figura que é responsável pelos rumos criativos dos seriados) Warren Leight não teve seu contrato renovado. Para sair da série "por cima", Leight revelou o desejo de ter seu ultimo episodio contando com a participação de Meloni. O escritor revelou que até já escreveu um roteiro especial para o ator. Mas o interprete do detetive Stabler negou o fato durante um programa de TV nos EUA, deixando muitos fãs ao redor do mundo frustrados.



Ao menos essa selfie tirada pelos dois atores indica que essa possibilidade pode não estar totalmente descartada. Meloni saiu do show de modo abrupto. Na época ele não quis renovar seu contrato pois a NBC (que exibe a série nos EUA, aqui no Brasil vai ao ar no canal Universal) não aumentou o valor do seu salário pois, na ocasião a televisão passava por  uma onda de redução de gastos devido a crise  financeira de 2008.