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terça-feira, 26 de junho de 2012

BALANÇO DA TEMPORADA 2011/2012

O mes de maio é uma tristeza só para os fas das séries americanas quando suas produções favoritas tiram férias e voltam somente em setembro.  Abaixo, faço uma analise dos seriados que acompanho e, mesmo sendo fã, algumas delas não foram felizes. Mas não é por um detalhe ou outro que desisto fácil.

30 ROCK:


A série estrelada e criada pela hilária Tina Fey começou mais tarde sua exibição. No mes de janeiro que matamos a saudade da turma do programa TGS. A explicação é simples, as duas atrizes principais do show tiveram seus pimpolhos. Enquanto Tina descubriu que estava gravida ao final da quinta temporada, Jane Krakoviski ja atuou com um barrigão ano passado (com um jeitinho que os diretores fazem com truques de camera). O lado ruim é que esperamos mais de 6 meses para vermos episodios ineditos, mas o lado bom é que tivemos semanas que foram exibidos até dois episódios inéditos exibidos em sequencia. E não tivemos interrupções como os seriados tradicionalmente tem. Criativamente, esse ano foi melhor que o anterior com piadas ainda mais absurdas e situações idem. Na premiere tivemos America Kidz Got Talent um falso programa de calouros mirins onde Jenna é a jurada má e humilha as crianças. Essa é a primeira vez que ela tem mais atenção que Tracy Jordan (Tracy Morgan) que tenta de todas as maneiras mais doidas de chamar a atenção de todos. Kenneth (Jack Mcbride) passa por seu inferno astral ao ter que recomeçar na NBC como zelador. Ele tem uma concorrente mais louca que ele chamada Hazel que quer ser estrela a todo o custo. Andares acima, Jack (Alec Baldiwn) começa a ter um caso com a sogra. E, para surprese de todos, Liz começa a namorar um cara normal. Mas, para variar, ela quase poe tudo a perder com a revelação que não quer mais ter filhos.

O BOM:  o programa ficou mais atraente de se acompanhar pelo fato de ter começado mais tarde do que os outros (janeiro ao invez de outubro). Duas ótimas ideias que deram certo no quinto ano foram reaproveitadas essa temporada. Foi exibido outro episódio ao vivo (com a participação de Sir Paul McCartney) que, a propósito, foi muito engraçado. E também o falso reality show The Queen of the Jordan, estrelado pela escandalosa mulher de Tracy.

O RUIM: sinceramente não achei nada de ruim, se fosse escolher seria o mal aproveitamento dos personagens secundarios que são muitos engraçados. Se bem que, com uma protagonista com Tina Fey, qualquer um pode ser dispensado. Ela é demais.


DOWNTON ABBEY:


O unico representante ingles dessa lista, Downton Abbey foi muito criticada em seu segundo ano de exibição por apelar por algo muito comum nos paises latinos: o dramalhao. E como não ser dramatico com essa nova leva de capitulos se passando em plena primeira guerra mundial? No começo é mostrado como os personagens vivem com a ameaça da guerra. Mathew e Thomas estão no front vendo de perto os horrores dessas lutas sem propósito. Enquanto na mansão, Robert sofre por não ser mais ativo na crise. Sua filha mais nova, Cibyll resolve se tornar enfermeira e todos se supreendem com a seriadade que a moça encara o desafio de cuidar de homens com membros mutilados. Mary e Edith não se estranham como antes e ambas tentam encontrar um amor. Mathew volta da guerra anunciando seu noivado e Mary tenta esconder sua tristeza. Ja começou a chorar? Pois bem, a mansão vira uma casa de recuperação e Mathew fica sem poder andar por um algum tempo. No lado da criadagem, que teve menos destaque esse ano, Daisy se casa com Willian sem ama-lo, mas acaba ficando viuva. A senhora Hughes acaba se envolvendo com a historia da nova empregada que é engravidada por um soldado. Ainda tem muito mais! Que tal a volta do homem que todos achavam que havia morrido, Patrick, o real herdeiro de Downton. Mas o homem  retorna desfigurado e, como na epoca nao havia exame de DNA, todos estão incertos.

O BOM: Julian Followes, o criador da série, criou um leque de tipos tão carismaticos que, mesmo que a qualidade do roteiro tenha caido, ainda eles são adoráveis.

O RUIM: Até mesmo o mais chato e ruim episodio de Downton Abbey é acima da média do que muito que vemos na TV ultimamente e, para nós acostumados com novelas brasileiras e mexicanas, o dramalhao que tomou conta esse ano é absolutamente normal. Minha unica critica é que o casal destaque Sr. Bates e Anna tiveram poucas histórias centradas neles.



LEI E ORDEM: UNIDADE DE VITIMAS ESPECIAIS:


A decima terceira temporda da serie ja começa com uma noticia triste. Chris Meloni que fazia o detetive Stable não renovou o seu contrato. E ainda, Mariska Hargathay anunciou que gostaria de participar menos episodios. O produtores e ate mesmo o publico da franquia Lei e ordem estavam acostumados com a dança das cadeiras no elenco. Mas com UVE é diferente por que até hoje o elenco permanecia praticamente inaltedarado. Como se não bastasse perder Meloni, ainda tivemos a saida de Tamara Tunue (a Dra.Warner) e o pscicologo interpretado por D.B. Wong, eles fazem apenas aparições especiais. Em contra partida, temos inclusão do dois novos personagens. O detetive Amaro (Danny Pinno, de Aquivo Morto) e a detetive Rollins. A principio os dois não foram lá muito aceitos, visto que a audiencia do show despencou em quase 3 milhoes de pessoas.  Ao menos, boas historias continuaram sendo contadas.

O BOM:  a promessa da diminuição da participação da atriz Mariska Hargatay no elenco da série não foi cumprida. Ainda bem, pois ela comandou o show mostrando interpretações que poucas atrizes podem dar o luxo de fazer, ainda mais num programa com tantos anos no ar.

O RUIM: a entrada dos novos personagens não foi bem aceita de modo geral, mas aos poucos eles podem a vir a conquistar os fãs, basta os roteiristas não nos forçarem a isso.


PRIVATE PRACTICE:


Entrando em seu quinto ano de produção, Private Practice não apresentou muitas novidades com relação ao ano anterior a não ser a presença do ator Benjamin Bratt no elenco fixo do programa, em substituição a atriz Audra Mcdonald que pediu para sair. Ele faz Jake um especialista em fertilização. A emotiva protagonista Addison (Kate Walsh) deseja ser mãe a todo o custo e todas as tentativas disponíveis para engravida-la foram em vão. Cooper (Paul Aldastein, que tambem estreou por trás das cameras) recebe uma surpresa ao descobrir que tem um filho fruto de uma noitada. Mas a mãe do garoto adoece e ele e Charlotte (Kadee Strikland) encaram o desafio de criar uma criança. O casal Pete (Tim Daily) e Violet (Amy Brenemman) entram em crise e se separam e a psiquiatra tem um caso com um garotão socorrista.  Sam (Tye Diggs) se separa de Addie devido a vontade da obstetra de ser mãe. O grande destaque da temporada foi o vicio de Amélia (Caterina Scosione) em drogas e a relação destrutiva que entra com o seu novo namorado. 
As tramas acima podem ser bobas e enfadonhas, e são mesmo, acontece que eu não sei o que me atrai a assistir esse seriado que não tem lá nada de muito especial. 

O BOM: A trama toda envolvendo Amélia e seu vicio chamou a atenção do publico. Apesar de usar  a mesma estrutura já apresentada em outras séries (um personagem se vicia durante uma temporada), foi legal de ver o episodio de intervenção, onde todos os personagens se reuniram para fazer a cirurgiã admitir o vicio. Ela ofendeu a todos e acabou com o clima na clinica. 

O RUIM:  Apesar de eu gostar muito de Kate Walsh e sua personagem a Dra Addison Montgomery, ela acaba sendo secundaria de sua própria série (coisa que acontece também com sua colega Meridith Grey de Grey's Anatomy) e, neste ano, a sua trama foi focada em tentar ser mãe, longe da predadora de outros tempos. 


RINGER:


O grande estardalhaço para estreia de Ringer fez todo o sentido já que marcava a volta de Sarah Michelle Gellar (a eterna Buffy) aos seriados de TV. A balzaquiana fez o papel das gémeas Sioban e Brigett, uma mais pirigueti do que a outra. Sioban (ô nomezinho esquisito) forja a própria morte e sua irmã assume seu lugar, encarando os podres da vida outra (amante, enteada chata e muita cretinice). No piloto descobrimos que Shiv vai tramar para irmã para se esquivar da vidinha que levava em Nova Iorque. Comparada ás novelas mexicanas por trazer uma situação mais absurda do que a outra, Ringer não segurou a audiência e levou muitas criticas tanto por parte da impressa como dos fãs de Sarah que preferiam que ela estivesse em um projeto melhor. Foi cancelada após 22 capítulos produzidos

O BOM: Ver Sarah atuando é sempre um prazer, ainda que seja da forma mais canastrona possível. Seu companheiro de elenco Ion Grindfund (de Quarteto Fantástico) tambem é bom ator, ainda que mal aproveitado, e alguns diálogos tão cretinos que acabaram sendo fantásticos!

O RUIM: Sarah precisa urgente trocar de agente! Somente um empresario sem noção para colocar a atriz que foi protagonista de um programa como Buffy, nessa bomba. E o pior, ela colaborou para isso já que também atuava como produtora executiva. Quem gosta de situações esdruxulas e absurdas se deliciou com cada segundo desta serie.


THE OFFICE:


Quem pensava que a saída de Steve Carrel na temporada passada faria mal ao seriado se enganou. Claro que o ator e seu personagem, o chefe sem noção Michael Scott, faz muita falta, mas os personagens secundários seguraram bem o barco. O destaque ainda ficam por conta de Dwigth (Rainn Wilson), Jim (Jonh Krasinski), Pam (Jenna Fischer) e Andy (Ed Helms), que acaba se tornando o novo gerente do escritório para a surpresa de todos.  

O BOM: Após a saída de Carrel, os roteiristas ficaram com um leque de 14 personagens para desfrutar o que deu um novo gás ao programa que, na próxima temporada, completa 9 anos no ar.

O RUIM: Um dos prováveis substitutos de Michael era Robert Califórnia (James Spader) que acabou ficando com o cargo de gerente geral, aparecendo esporadicamente na série. Acontece que criaram um tipo bem sem graça para um programa de comédia.


terça-feira, 19 de junho de 2012

LISTA: 15 ABERTURAS DE SÉRIES INESQUECIVEIS

Sempre tive um fascínio pelas aberturas dos seriados. Esta apresentação dos atores e do universo ao qual a atração se propõe, aos poucos está sendo extinto na TV americana. Se antes as aberturas duravam quase dois minutos, hoje estão representadas por curtas vinhetas de cinco ou dez segundos. Os créditos com os nomes dos atores vem logo em seguida já durante as cenas iniciais, são reflexos dos novos tempos onde tempo é dinheiro. Qualquer minuto "perdido" significa que os telespectadores possam mudar de canal. A lista abaixo é baseada no quão marcante as aberturas das séries podem ser. Segue a lista, em ordem alfabética. Ah, são séries que eu assisti ou assisto, aquelas como as aberturas de Hawai 5.0 ou As Panteras, que são legais, não entram pois não acompanhei direito essas atrações.

A SETE PALMOS (SIX FEET UNDER, 2001):
O marcante toque inicial de piano seguido do tema criado por Thomas Newman anunciam o clima mórbido e angustiante que a excelente série A Sete Palmos nos passa. Por ter sido exibido na HBO, canal a cabo, a abertura caprichada da serie dura um minuto e quarenta e passa toda a sensação do que a morte representa em nossa vida.



ANGEL (ANGEL, 1999):
Um som de violino é marca registrada da sequencia de abertura de Angel, o seriado do vampiro com alma que até hoje é lembrado com carinho pelas fãs.

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ARQUIVO X (THE X-FILES, 1993):
A série simbolo dos anos 1990 talvez seja a mais marcante desta lista. O assovio tétrico criado por Mark Snow virou sinônimo de suspense e mistério, tudo o que tornou Arquivo X no fenômeno que foi.

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BARRADOS NO BAILE (BERVELY HILLS, 90210, 1990):
Essa é a mais diferente das aberturas dessa lista, pois por ser direcionada ao publico jovem, mostra os personagens felizes e pousando para as câmeras. Por ser exibido na Globo, que cortava as aberturas substituindo por uma vinheta feita pela própria emissora, as varias aberturas de Barrados nunca foram exibidas na TV aberta.

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BUFFY - A CAÇA VAMPIROS (BUFFY - THE VAMPIRE SLAYER, 1997):
Minha série favorita não ia ficar de fora desta lista - exceto se fosse ruim - e o tema criado pela banda Nerf Harder é um empolgante hard rock que te contagia.

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COMANDO ESPACIAL (SPACE -ABOVE & BEYOND, 1996):
Mesmo cancelada ainda na primeira temporada, o tema da série Comando Espacial é uma bela marcha militar que foi exibido nos primeiros episódios, pois foi substituído por um tema mais leve a medida que a audiência do seriado ia caindo (por que os produtores acham que as aberturas tem alguma coisa a ver com a audiência?).

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EDIÇÃO DE AMANHA (EARLY EDITION, 1996):
Criado por W.G. Snuff Walder o tema de abertura da série é muito legal, o tipo de musica que fica na sua cabeça, ao mesmo tempo que mostra o clima de mistério do programa.

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FRIENDS (FRIENDS, 1994):
Conhecida com uma das séries de comédia mais famosas de todos os tempos, o tema cantado pela banda The Rembrents traz os nomes dos atores em ordem alfabética mostrando as mulheres antes dos homens. 

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GALÁCTICA - ASTRONAVE DE COMBATE (BATTLESTAR GALÁCTICA, 2003):
O remake da série dos anos 1970 ficou conhecida por não ter nada a ver com o original, a não ser nomes e certas situações. Ela foi alem e se transformou numa das melhores series dos últimos anos.  A abertura é um misto de musica erudita com batuques africanos.

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JORNADA NAS ESTRELAS - A NOVA GERAÇÃO (STAR TREK - THE NEXT GENERATION, 1987):
Logo após se tornar um fenômeno da cultura pop, Jornada nas Estrelas ganhou uma nova chance na TV com um novo seriado que se tornou o programa mais assistido nos EUA nos 1990. A Nova Geração aproveitou o tema instrumental criado pelo mestre Jonh Willians para o filme lançado antes.

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JORNADA NAS ESTRELAS - VOYAGER (STAR TREK VOYAGER, 1995):
Concebida por Jerry Goldsmith o tema de Voyager é quase como uma opera. Uma opera espacial. Um tema belíssimo de quase dois minutos.

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MILLENNIUM (MILLENNIUM, 1996):
O trama do fim do mundo era explorada em Millennium, de Chris Carter. A abertura, por tanto, era um tema sobrenatural mesclado com cenas de destruição e morte. Adoro esta abertura.

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PLANTÃO MÉDICO (ER, 1993):
O drama médico que elevou a qualidade técnica das series ao nível dos filmes hollywoodianos, sofreu do mesmo mal de Barrados no Baile e não teve sua abertura exibida na Globo. Abaixo, o vídeo é da oitavo ano da série já com o elenco bem modificado, afinal, foram 15 anos no ar muitos atores não aguentaram ficar durante tanto tempo.

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THE OFFICE UK (THE OFFICE, 2001):
A série inglesa, que deu origem a uma bem sucedida adaptação americana, mostrava o cotidiano de um escritório na Inglaterra. A abertura é simples e simula um empregado indo para mais um dia de trabalho, acompanhado de uma trilha sensacional.

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TRUE BLOOD (TRUE BLOOD, 2008):
O vocalista diz : "eu quero fazer coisas más com você" no refrão. Esse inspirado blues que abre a serie da HB0 True Blood transporta o telespectador ao clima quente e tenso da Louisiana onde a ação vampiresca se passa. 

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

MEUS FILMES, MINHA VIDA: EDWARD MÃOS DE TESOURA

 EDWARD MÃOS DE TESOURA (1990):





Filmes sobre sujeitos disfuncionais, incomuns, com dons especiais que são discriminados pela sociedade existem aos montes. Mas este aqui é de Tim Burton, o cineasta mais inventivo de hollywood. Com uma cinebiografia impar, recheada de títulos estranhos, mas muito legais, Burton nos apresentou no inicio dos anos 1990 o carismático Johnny Depp como Edward, o garoto com tesouras no lugar das mãos que chama a tenção de uma pequena cidade. O diretor ainda respirava o sucesso com o fenômeno Batman em 1989 quando teve a ideia deste inusitado projeto. Ao lado da roteirista Carol Thompson criou este conto sensível que lembra muito um conto de fadas.

Em Edward Mãos de Tesoura temos Pegg (Diane Wiest) uma vendedora de cosmesticos ignorada por toda a vizinhança. Numa tarde ela tem a ideia de ir num casarão que mais lembra um castelo e lá encontra um jovem estranho com tesouras no lugar das mãos. percebendo a inocência dele, Pegg o leva para sua casa onde encanta toda a sua familia e vizinhos, onde começa a fazer serviços de jardinagem e de cortes de cabelo. Tudo muda com  chegada de Kim (Winona Ryder, então namorada de Depp) uma adolescente chata que se assusta com a aparência de Edward. Mas o garoto se encanta por ela, que namora um rapaz tão marrento quanto ela chamado Jim (Anthony Michael Hall, de O Clube dos Cinco).



A atmosfera do filme é tipica dos filmes de Tim Burton recheada de personagens pitorescos, uma fotografia sombria e uma direção de arte gótica e impecável. Ele e Depp criaram um sujeito que sofre bullying quase todo o filme na qual a plateia simpatiza logo de cara. Alias, a interpretação de Depp é sensacional, dificilmente outro ator faria igual. O ator é criador de tipos sem igual e o Edward seja provavelmente o melhor personagem de sua filmografia, e olha que ele estava no inicio de carreira. A dupla ainda nos presenteou com Willy Wonka em A Fantastica Fabrica de Chocolate e novo Sombras da Noite que estreará nos cinemas este mês. Os dois ainda convidaram o veterano ator de filmes de terror Vincet Price no papel do inventor de Edward.

Mesmo sendo exibido inúmeras vezes, nunca canso de ver esse filme, talvez por me identificar com Edward. Mas hoje em dia é mais para lado tecnico por causa da fotografia, cenografia, maquiagem, etc. Não adianta é todo o conjunto. Este é um filme perfeito, sem igual.

MELHOR MOMENTO: Assim que percebe que Jim só faz mal a ela, Kim acaba descobrindo que nutre um sentimento especial por Edward. Ela vai atrás dele e o encontra tesourando e esculpindo um bloco gigante de gelo o que faz uma especie de neve. Um momento tão sensível e encantador.



domingo, 17 de junho de 2012

DESCANSE EM PAZ: BATMAN


Imagine que daqui a três meses, se comemorará 20 anos da estreia de Batman - A Série Animada (tambem conhecida como O Novo Batman). O programa fez o seu debut na TV americana em 5 de Setembro de 1992, no horário nobre. Ao ver as primeiras imagens logo se percebe que não se trata de qualquer animação. Batman tem o seu visual todo dark, com estilo retrô e, sem duvida alguma, era feito para o publico adulto. Não é a toa que cenas de tiroteio, sequestros, espancamentos e torturas eram desfiladas na tela. Claro, tudo sem sangue algum já que, acima de tudo, ainda estamos falando de desenho animado e muito criança devia estar assistindo.

 O desenho reconta as primeiras aventuras do homem morcego em Gothan City, numa época em que ele assustava a população tanto quanto os bandidos. O primeiros episódios eram dedicados a recontar a origem de alguns vilões mais famosos dos quadrinhos em roteiros acima da média para um desenho. A ousadia dos produtores foi tamanha que os caras fizeram um episodio só em preto e branco e outro falado em japonês com legenda em inglês (o publico americano odeia ler legendas). Co-criado por Eric Ramdoski, Alan Burnnet e Bruce Timm Batman A Série Animada foi criada no rastro do sucesso dos filmes Batman e Batman - O Retorno, que mesmo tendo os seus defeitos, foram um arrasa quarteirão nas bilheterias no inicio dos anos 1990. Metade da equipe da animação teve o pessoal que trabalhava em Tiny Toon em seu staff e a principal influencia na criação do visual noir é o desenho criado pelo famoso estúdio Fleischer que fez uma arrojada serie do Superman na década de 1940. As cores sombrias e escuras, as histórias de mistério e suspense foram a grande inspiração para Burnett e Timm nos presentearem com essa joia rara.

                                       As cores escuras foram o diferencial da serie.


Aqui no Brasil, o desenho foi comprado pelo SBT estreando aos domingos antes do programa do Silvio Santos. Talvez devido ao seu conteúdo um pouco mais maduro do que se apresentava numa animação comum, a audiência não correspondeu a expectativa da emissora que queria se aproveitar da batmania que existia graças aos filmes. Seus 65 episódios produzidos para primeira temporada foram exibidas no programa Casa da Angelica, então recém-contratada pela emissora. Fez um sucesso razoável. Se aqui a carreira do programa foi cheia de contratempos (em parte graças ao próprio SBT que trocou a atração de horário varias vezes), nos EUA a série colecionou boas criticas e vários prêmios. O primeiro foi dado ao surpreendente episodio Coração de Gelo (Ice Heart) que conta a trágica historia do vilão Sr. Frio. e sua esposa Nora. Um capitulo triste, melancólico e espetacular.


Se já não fosse uma serie excelente, Batman a Série Animada ainda fez o favor de contribuir com a criação do universo animado da DC Comics que nos presenteou com a criação dos desenhos Superman e Liga da Justiça, entre outros. Essa divisão da Warner Bros se tornou especialista em produzir desenhos com conteúdo adulto. Se a Marvel Comics esta dominando nos cinemas, a DC manda muito bem na TV.


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Esse foi um detalhe que contribuiu para que  O Novo Batman fosse uma animação perfeita: a dublagem brasileira. Feita nos estúdios Herbert Richers no Rio o elenco contou com o talentoso Marcio Seixas no papel principal. Marcio contou em varias entrevistas que teve alguns problemas na garganta devido a voz mais grave que tinha que fazer para o cavaleiro das trevas, mas foi um trabalho que o emocionou diversas vezes e que teve bastante orgulho em faze-lo. O homem tem uma voz poderosa mesmo e até hoje empresta o seu talento nas animações produzidas para DVD. Ainda tivemos o falecido Darcy Pedrosa (voz de Jack Nicholson) como Coringa, Isaac Bardaavid (Wolverine) como Comissário Gordon, Marlene Costa (professora Helena em Carrossel) fazendo uma voz sensual para Mulher-Gato e muitos outros talentos da dublagem nacional que, ou estão mortos, ou estão trabalhado pouco por que a maioria das produções estão sendo dubladas (e mal, diga-se de passagem) em São Paulo.



sexta-feira, 15 de junho de 2012

DESCANSE EM PAZ: ALLY MCBEAL


O ano de 1997 foi único na historia de TV americana. Neste ano aconteceu a estreia de series que tinham mulheres nos papeis principais: Buffy - A Caça Vampiros, La Femme Nikita, além de Xena - A Princesa Guerreira estar na segunda temporada e Ally Mcbeal - Minha Vida de Solteira. Esta ultima mostrava as aventuras da jovem advogada Ally (Calista Flockhart) que consegue um emprego na firma de um ex-colega de faculdade chamado Richard (Greg Germann). Solteirona não por opção Ally tem uma surpresa quando descobre que o grande amor de sua vida Billy (Gil Bellows) trabalha no mesmo local e é casado com a linda advogada Georgia (Courtney Thorne-Smith, de Melrose). Essa convivência não sera nada fácil, mas a jovem precisa de um emprego.



Criado por David E. Kelly (de O Desafio, Boston Public, Justiça sem Limites e também conhecido como Sr. Michelle Pfeiffer) o seriado tinha um ritmo todo diferente do que se acostumava ver até então. Foi provavelmente a primeira "dramédia" a ser exibida na TV aberta americana pois o humor  era muito inserido dentro da trama. Os pensamentos de Ally criavam vida e os telespectadores viam o que a garota estava pensando. Alem do leque de personagens que Kelly criou, um tipo mais peculiar do que o outro. A começar pela protagonista que vivia questionando sua própria saúde mental por ter pensamentos tão malucos. Ganhava destaque os secundários que brilhavam toda a vez que apareciam. A colega de quarto de Ally, Renee (Lisa Nicholle Carson) uma negra fogosa que não tinha papas na língua, a fofoqueira e intrometida secretaria Elaine (Jane Krakosviski), o advogado cheio de manias esquisitas Jonh Cage (Peter Mcnicoll), a enfesada Ling (Lucy Liu) e a estonteante loura Nelle (Portia de Rossi).


Talvez o grande defeito do seriado seja a própria personagem principal. Kelly, escritor dos 112 episódios (em alguns ele dividiu os créditos com outros roteiristas) se atentava demais a sua mocinha, o que fazia os outros personagens ficarem sumidos na trama. Por isso, em cinco temporadas produzidas, Ally Mcbeal teve uma considerável troca de atores que pediam para sair do show. Os primeiros a saírem foram os outros dois protagonistas Billy e Georgia. A historia principal não existia mais, então inventaram alguns interesses românticos para a advogada como o personagem de Robert Downey Jr,  que ficou pouco por que teve uma recaída com as drogas e depois o personagem feito por Bon Jovi.  Mas claro que esse é um detalhe que acaba não interferindo muito no resultado final do programa que é uma delicia de se ver. Outro detalhe que chamava a atenção no seriado eram as canções escritas e cantadas por Vonda Sheppard. A moça se apresentava no bar em que os personagens iam após um dia agitado de trabalho.

Ally Mcbeal é o tipo de série que te conquista desde o primeiro episodio, pois a personagem é paranoica e é tão próxima de nós por nunca estar satisfeita com nada e sempre reclamar de algo. Nervosa, estressada e, que só deseja amar e ser amada. Apesar dos obstáculos que apareceram no caminho foi vitorioso ao dar voz e vez a uma nova geração de mulheres que surgiam após a metade da decada de 1990: fortes e poderosas, muito bem representadas pela televisão através do seriados. 



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Uma das loucuras que David E. Kelly inventou na série foi o banheiro unissex que os funcionários do escritorio frequentam. A principio para Ally aquilo pareceu um absurdo sem tamanho. Mas Richard disse que era a melhor maneira de igualar os direitos entre homens e mulheres. Durante a produção da série se cogitou a criar esse tipo de banheiro nas empresas, ideia descartada por que na vida real isso não ia funcionar...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A SEMANA

>>>REPRISES RENTAVEIS: Para quem é ligado em números de audiência uma noticia curiosa circulou pela internet semana passada. O filme Ghost - do Outro Lado da Vida foi exibido pela enésima vez na Sessão da Tarde. Até a própria Globo se espantou com os respeitosos 17 pontos registrado pela produção de 1990. Também não é para menos, o filme é pura emoção e diversão em pouco menos de duas horas. A história do jovem Sam (o falecido Patrick Swaze) que é morto por seu "amigo" e deixa a bela Molly (Demi Moore) viúva nós conhecemos de cor. Também lembramos que, para se comunicar com a esposa, o moço usa o corpo da então vidente de araque Oda Mae (a hilária Woopi Goldberg). Esse campeão de reprises fez aumentar a audiência do canal em 50% no horário já que a média é de 12 pontos (pudera, os filmes da sessão são, em sua maioria, chatíssimos). Quem é a favor daquele ditado que diz que lugar de velharia é no museu, deveria repensar no que acha. Nos lados da concorrência, a reprise das novelas mexicanas no SBT ficam direto em segundo lugar quase encostando na liderança (no momento da exibição de Maria do Bairro). Isso prova que, quando uma coisa é boa, a gente não cansa de ver.


sábado, 2 de junho de 2012

A SEMANA

>>>: HERÓIS GAYS CRIAM POLEMICAS: Os fãs de Alan Scott, o primeiro personagem a ser apresentado como Lanterna Verde em 1942, caiu na boca do povo após tantos anos praticamente esquecido. Na reformulação da DC Comics chamada Os Novos 52 (cuja versão brasileira chega em bancas este mes de junho) muitos super seres tiveram suas origens alteradas. Nem mesmo a mudança que fizeram na origem Superman causou tanto furor quanto a nova versão de Scott que agora é um coroa gay, que tem um namoro sério com um rapaz. No lado da concorrente Marvel, uma edição especial de Astoninshing X-Men foi lançada promovendo o casamento entre o personagem Estelar Polar e seu noivo. Alem de consiguirem uma publicidade, as editoras unem esforços na tentativa de mostrar aos leitores que o mundo é de todos, independente de cor, credo ou orientação sexual.



>>>: CLÁSSICOS DE VOLTA AS BANCAS: Mesmo as bancas estarem abarrotados de mangás de todos os estilos, três classicos voltam as bancas em novas edições que corrigem os erros da primeira versão. Dragon Ball de Akira Toroyama terá 190 paginas mensais publicadas pela Panini mostrando as aventuras do jovem Goku em busca das esferas do dragão que, quando reunidas, realizam qualquer desejo. Pela JBC voltam Os Cavaleiros do Zodíaco e Card Captor Sakura. O primeiro, dispensa apresentações e terá uma edição mais próxima ao original japones. Em Sakura temos uma garota que ganha poderes para capturar as cartas magicas que causam estragos quando soltas.